Desejos de Ano Novo: A Única Coisa que Você Deveria Realmente Colocar na Lista

photo by: free-photos/pixabay.com

Eu vinha tentando escrever alguma coisa para o The Carioca no espírito de encerrar a temporada, por assim dizer, e dar um adeus decente para o ano singular que foi 2018. Mas eu me vi em grandes dificuldades… Não é algo que seja comum para mim. Embora escrever seja sempre trabalho duro, o tal “branco” ou “bloqueio de escritor” nunca fez parte da minha natureza.

De repente, eu entendi o problema – e era a exata coisa (eu me dei conta instantaneamente) que tinha que ser o único item da minha lista de desejos (planos, resoluções, ou como queira chamar…) para o novo ano, enquanto 2019 ia surgindo no horizonte: eu desejo SER EU MESMA.

Pensando “oh, mas isso é simples demais”? Pense de novo. No fim das contas, eu noto que o que acaba faltando é, normalmente… nós mesmos! E essa é a razão pela qual terminamos por nos sentir tão vazios, mesmo quando parece que temos tudo.

Eu trombei com esse pensamento pela primeira vez enquanto tentava escrever algo sobre “depressão de fim de ano”. Eu simplesmente não conseguia fazê-lo. Eu estava escrevendo e escrevendo ( e, boy, como eu estava escrevendo mal!) e nada realmente estava saindo dali. De repente, eu soube: aquilo não era “eu”!

A ideia era honesta. Eu me senti motivada a escrever sobre isso depois de notar, mais uma vez, que algumas pessoas realmente ótimas, e razoavelmente felizes, tendem a se sentir “pra baixo” nessa época do ano e por que eu penso que isso acontece. Então, o tema estava lá, na minha mente, algumas palavras dançando por ali, mas as coisas não estavam tomando forma facilmente como é o usual que aconteça.

A verdade é: eu não estava de fato engajada no texto, porque atualmente eu não sou tanto uma pessoa de falar de problemas quanto sou de soluções. Não tanto sobre passado (ou futuro, aliás) quanto sou do presente. Não tanto sobre sofrimentos e dúvidas, quanto sou de alegria e fé – não num sentido religioso, de jeito nenhum, mas fé de que não existe tal coisa feito “perda”, mas apenas um processo de aprendizado e de saborear a vida, mesmo quando não está exatamente um “passeio no parque”. 

Esse pensamento me levou muito profundamente ao meu próprio interior, enquanto eu tentava me lembrar o que foi que eu desejei durante outros períodos de fim de ano. Tantas imagens me vieram à cabeça…

Eu desejei ter melhores notas na escola no ano seguinte.

Eu desejei me livrar daqueles dez quilos extras!

Eu desejei finalmente ir estudar teatro e escrita criativa.

Eu desejei a chance de viajar pra toda a parte.

Publicar um livro.

Ver um roteiro meu virar um filme de verdade.

Nunca mais me preocupar com dinheiro!

Bem, eu não sei sobre os seus desejos. Talvez você tenha tido (ou tenha nesse exato momento) alguns em comum comigo. Talvez não. Isso não importa. Porque esses desejos são, na verdade… bom… eles são meio que falsos! Eles são uma embalagem, uma capa, uma miragem encobrindo seu verdadeiro significado. O que eu realmente sempre quis (e, verdadeiramente, acredito agora que todo mundo quer também) foi ser mais EU MESMA.

O problema não era que eu queria boas notas. Era que eu sentia, por vezes, que eu não estava alcançando meu verdadeiro potencial. E certamente não era sobre eu estar acima do peso quando adolescente, mas, por outro lado, sobre o fato de eu não estar me reconhecendo no espelho. Estudar teatro e escrita não era puramente sobre a atividade em si, mas sobre me colocar em situações onde eu estava plenamente confortável na minha própria pele – ao invés de fazer outros cursos que outras pessoas achavam ser certos pra mim. E a lista segue e segue.

Nunca era sobre as coisas que eu achava querer tanto, mas sobre caminhar em direção à minha “casa”. Porque é assim que eu penso em cada um de nós hoje. Nós somos nossa própria casa. Ou pelo menos deveríamos ser. Se apenas nós fizermos o muito simples, mas duro, esforço de silenciar as vozes que vem de fora e nos alinharmos com aquela coisa que é nossa para tomar posse. Nossa essência. Nossa casa. NÓS MESMOS.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *